História breve das relações bilaterais

As relações diplomáticas entre o Brasil e a Hungria foram estabelecidas em 1923 e interrompidas entre 1942 e 1961. As representações foram elevadas a nível de embaixada em 11 de maio de 1974. Existem embaixadas em Brasília e em Budapeste. Em São Paulo, entre 1988 e 2009 funcionou consulado geral, depois entre dezembro de 2011 e janeiro de 2015 o escritório consular e comercial da Embaixada. O Consulado Geral foi reaberto em 30 de janeiro de 2015.

Devido ao tamanho continental do país e à necessidade da nossa presença comercial e política, foi e é imprescendível o estabelecimento de uma ampla rede de consulados honorários (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis).

Segundo as estimativas, o número de húngaros e/ou descendentes de húngaros no Brasil é de 80-100 mil, outras fontes consideram que é menor. Os húngaros do Brasil chegaram em diferentes etapas. A primeira onda chegou na segunda metade do século XIX, devido à promessa do estado brasileiro de providenciar pedaços de terras para os imigrantes. Os seus descendentes moram em Jaraguá do Sul (Santa Catarina) e até hoje consideram-se orgulhosamente húngaros, mesmo se os seus antepassados vieram falando o suábio (uma espécie de dialeto do alemão). A segunda grande onda de imigração desembarcou por causa da Primeira Guerra Mundial, principalmente dos territórios que a Hungria perdeu depois dos tratados de paz. No começo dos anos 30, a crise econômica mundial levou muitos húngaros a emigrarem ao Brasil. Grande parte dos judeus húngaros que emigraram para o Brasil deixaram a Hungria durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Aqueles que chegaram depois de 1945, saíram do país, sobretudo, por motivos políticos.  A terceira grande onda (3-4 mil pessoas) emigrou depois da revolução de 1956.

A maioria dos húngaros no Brasil mora em São Paulo, 8-10% no Rio de Janeiro, e o resto em diferentes áreas do país. Em Nova Friburgo (Rio de Janeiro) existe uma Casa Húngara. As associações, grupos culturais e religiosos concentram-se em São Paulo. Ao longo dos anos, se estabeleceram 42 associações, das quais muitas funcionam até hoje.